27 Fevereiro, 2006
Alma fria

Sinto-me como um zumbi
Sorrio sem ri
Choro sem lágrimas
Pela vida vagando
Assombram-me fantasmas
Enrolo-me em cobertores de corpos sem pele
Ando existindo pouco
Sem nada a oferecer
Um dia eu volto
Juro que volto
Por hora
Permito-me morrer com o coração batendo
Sentindo o corpo quente e a alma fria
Eu sou sem estar sendo
Já fui melhor
Jamais serei como eu era
Acho que nunca fui nada demais
Sou de menos
Sem ser pouca coisa
Permito-me morrer com o coração batendo
Sentindo a dor cortante da falta de desejo
Rejeito abraços
Os beijos não me instigam
Parecem-me azedo os amores
Minhas palavras morrem na garganta
O ar abundante me sufoca
As forças não faltam
Quem me dera faltassem!
Minha alma esta fria
Estou sem esperanças!
Um dia eu volto
Juro que volto!
Por hora
Permito-me morrer
com o coração batendo.
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Postado por Artes e Poesias ::
7:31 PM ::
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